Uma vida não questionada não merece ser vivida. Sócrates. Obrigado pela visita!!!! Deixe o seu comentário. PAZ E BEM!!!
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domingo, 26 de janeiro de 2014
Sejam bem-vindos!!!
Desejo aos alunos e alunas das E.E. Professora Vilma Catharina Leone e SESI-Cubatão que sejam bem-vindos neste blog, aqui serão postados recados, artigos, calendários, etc. Enfim, ao longo do ano letivo vocês terão muitas novidades neste blog. Aguardem!!!
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Honorino - Atividade recuperação contínua - 2ºs anos
ATIVIDADE DE RECUPERAÇÃO CONTÍNUA - FILOSOFIA
SÍNTESE FILOSÓFICA – TORNAR-SE INDIVÍDUO
Aniversário – Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)
No TEMPO em
que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
Após a leitura do poema responda as
seguintes questões abaixo:
1-
No
poema de Fernando Pessoa, encontramos um senhor lembrando com saudade de quem era
quando criança. Ele sente que perdeu alguma coisa, o que foi?
2-
Em
relação ao passado, o autor expressa raiva na seguinte frase: “Raiva de não ter
trazido o passado roubado na algibeira!...”. O que você imagina que o autor
gostaria de ter trazido do passado na algibeira?
3-
Segundo
o poema, o que sente o autor sobre aquilo que foi e o que se tornou, com a
passagem do tempo?
4-
Escreva
sobre lugares dos quais você se lembra com saudades de sua infância. Não se
esqueça dos detalhes, como no poema, por exemplo: “A mesa posta com mais
lugares, com melhores desenhos na louça, com mais copos; o aparador com muitas
coisas – doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado; as tias velhas, os
primos diferentes, e tudo era por minha causa”.
5-
Como
você sente as transformações em sua vida? O que mudou dentro de você desde sua
infância? É melhor agora?
6-
O
que faz a mudança dentro das pessoas? Somente elas? Os acontecimentos? As
pessoas em volta? Justifique e exemplifique a sua resposta.
ENTREGA: 19/06 (quarta-feira) ou 20/06 (quinta-feira)
domingo, 9 de junho de 2013
Regras ABNT
As normas da ABNT para realização do trabalho bimestral está publicada neste blog no mês de ABRIL/2012.
3ºs anos : Honorino - Conflito razão e fé
Desculpem o atraso de publicação.
Conflito entre Razão
e Fé
Conflito entre Razão
e Fé
A filosofia inicia
o conflito entre razão e fé quando tenta deixar para trás a fé cega nos mitos,
explicando racionalmente tais fenômenos.
Tradicionalmente, o
capítulo da História da humanidade relativo ao tema “conflito entre razão e fé”
é atribuído a um período medieval em que se travava um confronto entre os
adeptos da boa nova, isto é, a religião cristã, e seus adversários moralistas
gregos e romanos, na tentativa de imporem seus pontos de vistas. Para estes, o
mundo natural ou cosmos era a fonte da lei, da ordem e da harmonia, entendendo
com isso que o homem faz parte de uma organização determinada sem a qual ele
não se reconhece e é através do lógos que se dá tal reconhecimento. Já para os
cristãos, a verdade revelada é a fonte da compreensão do que é o homem, qual é
sua origem e qual o seu destino, sendo ele semelhante a Deus-pai, devendo-lhe
obediência enquanto sua liberdade consiste em seguir o testamento (aliança).
Desse debate, surgem as formas
clássicas de combinação dos padres medievais: aqueles que separam os domínios
da razão e da fé, mas acreditam numa conciliação entre elas; aqueles que pensam
que a fé deveria submeter a razão à verdade revelada; e ainda aqueles que as
veem como distintas e irreconciliáveis. Esse período é conhecido como
Patrística (filosofia dos padres da Igreja).
No entanto, pode-se levantar a
questão de que esse conflito entre fé e razão representa apenas um momento
localizado na história. A filosofia, tendo como característica a radicalidade,
a insubordinação, a luta para superar pré-conceitos e estabelecer conceitos
cada vez mais racionais através da história, mostra que, desde seu início, esta
relação tem seus momentos de estranhamento e reconciliação. Por exemplo, na
Grécia antiga, o próprio surgimento da filosofia se deu como tentativa de
superar obstáculos oriundos de uma fé cega nas narrativas dos poetas Homero e
Hesíodo, os educadores da Hélade. A tentativa de explicar os fenômenos a partir
de causas racionais já evidenciava o confronto com as formas de pensar e agir
(fé) do povo grego que pautava sua conduta pelos mitos. O próprio Sócrates,
patrono da filosofia, foi condenado por investigar a natureza e isso lhe rendeu
a acusação de impiedade. Mais tarde, a filosofia cristã se degladiou para
fundamentar seu domínio ideológico, debatendo sobre os temas supracitados. Na
era moderna, com encrudescimento da inquisição, surge o renascimento que apela
à razão humana contra a tirania da Igreja. Basta olhar os exemplos de Galileu,
Bruno e Descartes, que reinventaram o pensamento contra a fé cega que mantinha
os homens na ignorância das trevas e reclamava o direito à luz natural da
razão. A expressão máxima desse movimento foi o Iluminismo que compreendia a
superação total das crenças e superstições infundadas e prometia ao gênero
humano dias melhores a partir da evolução e do progresso.
Hoje, essa promessa não se
cumpre devidamente. O homem dominou a natureza, mas não consegue dominar as
suas paixões e interesses particulares. Declarado como expropriado dos meios de
produção e forçado a sobreviver, eis que o homem se aliena do processo produtivo
e se mantém em um domínio cego, numa crença inconsciente de si e do outro
(ideologia). O irracionalismo cresce à medida que se promete liberdade aos
seres humanos a partir de outra fé: o trabalho. O homem explora e devasta o
mundo em que vive e não tem consciência disso. E tudo isso para enriquecer uma
classe dominante, constatando o interesse egoísta e classista.
Parece, pois, que a luta entre
razão e fé não é apenas localizada, mas contínua, já que sempre há
esclarecidos, esclarecimentos e resistência a esses esclarecimentos. A razão se
rebela com o estabelecido e quando se impõe, torna-se um dogma incutido nos
homens de cada tempo. Numa linguagem hegeliana, uma tese que se torna antítese
e necessita já de uma síntese para que a razão desdobre a si mesma.
Fonte: Brasil Escola
Após
a leitura responda as seguintes questões no caderno:
1-
Em que período surgiu o conflito entre “fé e razão” e por quê? Qual o
ponto de vista de cada um?
2-
De que forma podemos conciliar fé e razão?
3-
Ao longo da história da filosofia a relação “fé e
razão”, passou por momentos de estranhamento e reconciliação. Cite quais foram
os momentos de estranhamento.
4-
Na atualidade o problema que temos que superar é
outro. Qual é esse problema? Na sua opinião é possível superá-lo? De que forma?
5-
Que outra fé a sociedade capitalista “prega” hoje na
humanidade. Quais os problemas está fé pode causar a curto e longo prazo?
6-
De acordo com a finalização do texto podemos
concluir que o estranhamento entre “fé e razão” é algo superado? Justifique a
sua resposta?
BOM TRABALHO!!!!!
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Debate filosófico - 3ºs anos - Honorino
Continuando nosso tema deste bimestre
“Filosofia e Religião” reflita em grupo sobre as seguintes questões abaixo.
Anote as informações que julgarem importantes para serem depois socializadas
para os outros grupos de estudo.
1-
A tolerância
religiosa é um valor importante das sociedades contemporâneas ocidentais.
Grande parte dos países possuem leis que defendem a liberdade de culto, que
inclusive consta da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O que significa
tolerância religiosa? Por que ela é valorizada hoje? As sociedades sempre
tiveram liberdade de culto? Vocês acham que sobre religião não se discute? Por
quê? Em que a religião é diferente de outros temas? Ou não é?
2-
Os pensadores cristãos confrontaram frequentemente fé e
razão, cada um a sua maneira. Santo Anselmo, por exemplo, dizia “não busco
compreender para crer, mas creio para compreender. Por isso creio, porque, se
não cresse, jamais compreenderia”. Santo Agostinho, por sua vez, foi muito
enfático: “ É necessário crer para compreender”. Como é para vocês? Vocês
precisam primeiro acreditar em alguma coisa para conseguir entendê-la ou
necessita compreendê-la antes para poder acreditar nela?
terça-feira, 16 de abril de 2013
E.E. Honorino Fabbri - 3ºs anos - Trabalho Bimestral - 2º Bim.
A RELIGIÃO deriva do termo
latino "Re-Ligare", que significa "religação" com o divino.
Essa definição engloba necessariamente qualquer forma de aspecto místico e
religioso, abrangendo seitas, mitologias e quaisquer outras doutrinas ou formas
de pensamento que tenham como característica fundamental um conteúdo
Metafísico, ou seja, de além do mundo físico.
A FILOSOFIA é o estudo de problemas fundamentais relacionados a existência,
ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à
linguagem, filosofia é uma palavra grega, que significa "amor
à sabedoria".
O trabalho deste bimestre terá como
foco o aprofundamento das mais diferentes religiões e a área da filosofia que
estuda este tema, filosofia da religião. Desta forma, cada grupo de estudo fará
uma pesquisa sobre um tema específico dentre os citados abaixo:
1-
Espiritismo
2-
Judaísmo
3-
Sikhismo
4-
Budismo
5-
Hinduísmo
6-
Cristianismo
7-
Catolicismo
8-
Filosofia da Religião (Santo Agostinho e São Tomás de
Aquino)
O trabalho constará de duas partes: 1- escrita (de acordo com as normas
da ABNT), 2- apresentação de Seminário.
O trabalho terá peso 4,0 na média do 2º bimestre.
PAZ
E BEM!!!
terça-feira, 19 de março de 2013
Trabalho de Avaliação Bimestral - 2ºs anos - Honorino
1-
Dê no mínimo 5 exemplos diferentes do livro didático de
atitudes que revelem senso moral.
2-
Na página 262 do livro didático é relatado cinco
situações que devem ser analisadas segundo conceitos de ética e moral estudados
durante as aulas. Qual seria sua posição em cada situação abaixo (responda
tendo como referência as questões propostas no livro):
a)
pessoa querida com uma doença terminal;
b)
jovem se descobre grávida;
c)
pai de família desempregado;
d)
mulher vê crianças maltrapilhas pegar frutas e pães na
mercearia;
e)
pessoa vê jovem vendendo drogas na porta da escola.
3-
Defina o que é consciência moral.
4-
Senso moral e consciência moral referem-se a quais
comportamentos humanos?
5-
Os valores variam, porém, podemos uni-los todos em
apenas um. Qual valor?
6-
Explique a diferença entre juízos de fatos e juízos de
valor. De 3 exemplos de cada diferentes do livro.
7-
O que diferencia um juízo de fato de um juízo de valor?
8-
De que maneira surge a cultura nas diferentes
sociedades?
9-
O que é violência?
10- Qual
a importância dos valores éticos no combate da violência na sociedade?
11- Quais
são as condições indispensáveis para uma vida ética?
12- De
forma resumida escreva quais são as condições para que um sujeito ético ou
moral possa existir.
13- Explique
o que são os meios morais e de 3 exemplos.
BOA SORTE!!!
O BEM SEMPRE VENCE!!!
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